
Amália Rodrigues
Accords et partitions
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Barco NegroA E7 A7 D CPas de barré
De manhã, que medo, que me achasses feia! Acordei, tremendo, deitada n'areia Mas logo os teus olhos disseram que não, E o sol penetrou no meu coração.{Bis}
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GaivotaG Ab Cm C Fm Bb
Trazer-me o céu de Lisboa No desenho que fizesse, Nesse céu onde o olhar é uma asa que não voa, Esmorece e cai no mar.
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Uma casa portuguesaD A A7 E7 B7 Em
Numa casa portuguesa fica bem Pão e vinho sobre a mesa. E se à porta humildemente bate alguém, Senta-se à mesa co'a gente. Fica bem esta franqueza, fica bem,
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Fado PortuguêsA7 D Dm Gm G#º B7
O Fado nasceu um dia, Quando o vento mal bulia E o céu o mar prolongava, Na amurada dum veleiro, No peito dum marinheiro
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Lisboa Não Sejas FrancesaB7 Em E Am F#m G
Não namores os franceses Menina, Lisboa Portugal é meigo às vezes Mas certas coisas não perdoa Vê-te bem no espelho
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Ai, MourariaE7 Am A F G7 C
Ai, Mouraria Da velha Rua da Palma, Onde eu um dia
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Foi DeusE B7 F#m C#7 F#m6 F#7
Não sei, não sabe ninguém Por que canto o fado Neste tom magoado De dor e de pranto E neste tormento
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Tudo Isto É FadoDm A D Em Gm B7
Sem saber o que dizia Eu menti naquela hora E disse que não sabia Mas vou-te dizer agora.
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Nem As Paredes ConfessoE7 Am A Dm A7 Bm
[Verse] Não queiras gostar de mim Sem que eu te peça Nem me dês nada que ao fim Eu não mereça
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Tiro-liro-liroC GPas de barré
Lá em cima está o tiro-liro-liro, Cá em baixo está o tiro-liro-ló. (2x) Juntaram-se os dois à esquina, A tocar a concertina, a dançar o solidó. (2x)
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ValentimD A F#m Em A7
Adeus casa de meu pai, adeus largo do quinteiro Quero o Valentim Olaró laró, Quero o Valentim Olaró meu bem Adeus mocidade nova, adeus tempo de solteiro Quero o Valentim Olaró laró,
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Povo Que Lavas No RioEm D C B7 G B
Fui ter à mesa redonda, Beber em malga que esconda O beijo de mão em mão. Era o vinho que me deste Água pura, fruto agreste,
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CansaçoDm A A7 C Bb
Por trás do espelho quem está De olhos fixados nos meus? Alguém que passou por cá E seguiu ao Deus dará, Deixando os olhos nos meus.
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Com Que VozBbm Fm C7 F A Dm
Com que voz chorarei meu triste fado, Que em tão dura paixão me sepultou. Que mor não seja a dor que me deixou o tempo, Que me deixou o tempo De meu bem desenganado
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CoimbraE7 Am7 A Dm6 F#m Am
Coimbra é uma lição De sonho e tradição O lente é uma canção E a lua a faculdade O livro é uma mulher
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SolidãoEm C B7 F#m7/5- B D
Solidão de quem tremeu A tenta...........çã...o do céu E desencanto, eis o que o céu me deu Serei bem eu Sob este véu de pranto
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AbandonoEm B7 Am C Bm D7
Por teu livre pensamento Foram-te longe encerrar Por teu livre pensamento Foram-te longe encerrar Tão longe que o meu lamento
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Maria LisboaE B7 Em A D7 G
Na canastra, a caravela, No coração, a fragata Na canastra, a caravela, No coração, a fragata
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Fadinho SerranoBb F
Muito boa noite, senhoras, senhores Lá na minha terra há bons cantadores Há bons cantadores, boas cantadeiras Choram as casadas, cantam as solteiras Cantam as solteiras cantigas de amores
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AlfamaBm F#7 Em A7 G7 D#º
Quando Lisboa anoitece Como um veleiro sem velas Alfama toda parece Uma casa sem janelas Aonde o povo arrefece
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Estranha Forma de VidaE7 Am E F Dm Am/E
Foi por vontade de Deus Que eu vivo nesta ansiedade, Que todos os ais são meus, Que é toda a minha saudade, Foi por vontade de Deus.
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Havemos De Ir A VianaA E7 Bm F# E D
Intro: Entre sombras misteriosas Em rompendo ao longe estrelas Trocaremos nossas rosas - para depois esquecê-las.
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La Vai LisboaD7 G Am7 A7 D Em7
Vai de corações ao alto nesta lua E a marcha segue contente As pedrinhas de basalto cá da rua Nem sentem passar a gente Olha o castelo velhinho, que é coroa
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MedoD Gm Eb F
Quem dorme à noite comigo Quem dorme à noite comigo É meu segredo, É meu segredo, Mas se insistirem, lhes digo, Mas se insistirem, lhes digo,
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NaufrágioGm Cm F Bb D D7
Pus o meu Sonho no navio E o navio em cima do Mar Depois abri o Mar com as mãos (com as mãos) Para o meu sonho Naufragar
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La Maison Sur le PortG D7 CPas de barré
Il y avait des chansons des chansons Les hommes venaient y boire et rêver Dans la maison sur le port où les filles riaient fort Où le vin faisait chanter, chanter, chanter Les pêcheurs vous le diront Ils y venaient sans façon
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Não Sei Porque Te Foste EmboraA E F#m D G#4 D6
Não sei por que te foste embora. Não sei que mal te fiz, que importa, Só sei que o dia corre e àquela hora, Não sei porque não vens bater-me à porta.
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Tive Um Coração, Perdi-oFm D# Bbm C7
Tive um coração, perdi-o. Ai, quem mo dera encontrar! Preso no fundo do rio Ou afogado no mar. Preso no fundo do rio
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Oiça Lá Ó Senhor VinhoC G C7 FPas de barré*
Oiça lá ó Senhor Vinho, Vai responder-me, mas com franqueza: Porque é que tira toda a firmeza A quem encontra no seu caminho?
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ConfessoDm A A7 C7 F Bb6
Confesso que te amei, confesso Não coro de o dizer, não coro Pareço outra mulher, pareço Mas lá chorar por ti, não choro
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Não É Desgraça Ser PobreEm B7 D CPas de barré
Não é desgraça ser pobre, Não é desgraça ser louca: Não é desgraça ser pobre, Não é desgraça ser louca: Desgraça é trazer o fado
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Fado Do CiúmeEm Am B7 G DPas de barré
Se não esqueceste O amor que me dedicaste, E o que escreveste Nas cartas que me mandaste, Esquece o passado
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Noite De Santo AntônioB7 Em E F#m C#7
Cá vai a marcha, mais o meu par Se eu não trouxesse, quem o havia de aturar? Não digas sim, não digas não Negócios de amor são sem precaução Já não há praça dos bailaricos
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Fria ClaridadeCm G7 Dm7(b5) Ab7
No meio da claridade, Daquele tão triste dia, Grande, grande era a cidade, E ninguém me conhecia! Grande, grande era a cidade,
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Nome De RuaA7 Dm D C7 Bb7 Em7(b5)
Deste-me um nome de rua Duma rua de Lisboa. Muito mais nome de rua, Do que nome de pessoa. Um desse nomes de rua
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Fado MalhoaAm G D7 Em F E
Alguém que Deus já lá tem, pintor consagrado Que foi bem grande e nos doi já ser do passado Pintou numa tela com arte e com vida A trova mais bela da terra mais querida
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PreceF#m Bm C# D A C#m
Cercada em pérfido banho Por toda a espuma da praia Como um pastor que desmaia No meio do seu rebanho
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Rua do CapelãoG Am D D7 E E7Pas de barré
Ó Rua do Capelão, Juncada de rosmaninho, Se o meu amor vier cedinho, |
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Guitarra TristeE A Am Dm G F
Ninguém consegue Por mais forte que seja Alcançar o que deseja Seja qual for a ambição Se não tiver
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Cuidei Que Tinha MorridoGm Dm A7 A# C F
Ao passar pelo ribeiro Onde às vezes me debruço Fitou-me alguém corpo inteiro Dobrado como um soluço. Pupilas negras, tão lassas
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Malhão De São SimãoG# D# Cm
Intro: Pra onde vais toda lampeira Morena dolhos travessos, pra onde vais toda lampeira
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Bailinho Da MadeiraC G FPas de barré*
Deixem passar esta linda brincadeira Qu'a gente vamos bailar Pr'á gentinha da madeira Deixem passar esta linda brincadeira Qu'a gente vamos bailar
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Acho Inúteis As PalavrasBb7 D#m G#m
Acho inúteis as palavras Quando o silêncio é maior Acho inúteis as palavras Quando o silêncio é maior
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Meu Amor É MarinheiroD A7 Em D7 G F#7
Meu amor é marinheiro E mora no alto mar Seus braços são como o vento Ninguém os pode amarrar. Quando chega à minha beira
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Lisboa antigaE7 Am E A F D
LISBOA VELHA CIDADE CHEIA DE ENCANTO E BELEZA SEMPRE FORMOSA A SORRIR E AO VESTIR SEMPRE AIROSA O BRANCO VÉU DA SAUDADE
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Amêndoa AmargaD7 Gm Cm G7 F7 Eb7
Por ti falo e ninguém pensa Mas eu digo minha amêndoa, meu amigo, meu irmão Meu tropel de ternura, minha casa Meu jardim de carência, minha asa.
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Maria Rita Cara BonitaF C Bb C7 Am Dm
Além vem a Maria Rita, com o chapeuzinho ao lado C´as calças de tiro-liro, casaca de pano, Chapéu desabado! C´as calças de tiro-liro, casaca de pano, Chapéu desabado!
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Fadinho Da Tia Maria BentaF C C7Pas de barré*
Não olhes pra mim não olhes que eu não sou o teu amor Não olhes pra mim não olhes que eu não sou o teu amor Eu não sou como a figueira que dá fruto sem flor Eu não sou como a figueira que dá fruto sem flor
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TendinhaE7 Amaj7 Bm7 A7 C#m7 Cdim7
Junto ao arco de bandeira Há uma loja tendinha De aspecto rasca e banal Na história da bebedeira Ai, aquela casa velhinha
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Passei Por VocêC G7 Dm7 A7 Dm6 Dm
Passei por você há pouco Ai, e como riu louco Riu sem saber de quê! Não se ria, não se gabe, Pois você ainda não sabe,
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Blue MoonBb7 Ebmaj7 Fm7 Cm7 Gm7 F#m7
Blue moon, You saw me standing alone Without a dream in my heart, Without a love of my own
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Trago Fados Nos SentidosF#m C# Bm D F#7 C#m6
Trago fados nos sentidos Tristezas no coração Trago os meus sonhos perdidos <u>Em</u> noite de solidão Trago versos, trago som
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Partindo-seF#m C#m G# C#7 B E
Senhor, partem tão tristes Meus olhos, por vós meu bem Que nunca tão tristes viste Outros nenhuns por ninguém
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MourariaE A Am F G C
Ai, Mouraria Da velha Rua da Palma, Onde eu um dia

Amália Rodrigues (1er juillet 1920, Lisbonne - 6 octobre 1999, Lisbonne, Portugal) est une chanteuse, parolière et actrice portugaise reconnue dans le monde entier pour sa contribution exceptionnelle au fado. À 25 ans, il a déjà une carrière internationale, après une tournée réussie au Brésil entre 1944 et 1945. Il fait ses débuts au cinéma dans "Capas Negras" d'Armando Miranda et, à partir de ce moment, il est régulièrement présent dans les films portugais, en tant que personnage principal ou même en son nom propre. Sa notoriété grandissante, il décide de repousser les limites traditionnelles du fado, en incorporant les rythmes latins d'Espagne et du Mexique dans ses chansons et en invitant des poètes contemporains à écrire ses textes, comme David Mourão-Ferreira, Pedro Homem de Mello, José Carlos Ary dos Santos, Alexandre O'Neill et Manuel Alegre. Même après sa mort en 1999, qui a déclenché trois jours de deuil officiel au Portugal et la suspension temporaire de la campagne pour les élections législatives de cette année-là, la "reine du fado" résonne à jamais dans la culture portugaise et mondiale, ainsi que dans l'œuvre d'artistes plus récents. ENG : Amália Rodrigues (1er juillet 1920, Lisbonne, Portugal - 6 octobre 1999, Lisbonne) est une chanteuse, parolière et actrice portugaise dont les interprétations obsédantes et passionnées de la musique traditionnelle mélancolique de son pays, le fado, lui ont valu une renommée internationale. Amália, comme l'appelaient ses fans, a débuté comme fadista (chanteuse de fado) alors qu'elle n'était encore qu'une adolescente. À 25 ans, elle avait déjà lancé sa première tournée internationale au Brésil. En 1947, elle a joué dans son premier film, Capas Negras ("Capes noires"). À mesure que sa notoriété augmentait, elle a commencé à repousser les limites traditionnelles du fado, en incorporant des rythmes espagnols et mexicains dans ses chansons et en utilisant des poètes contemporains comme source pour ses paroles, tels que David Mourão-Ferreira, Pedro Homem de Mello, José Carlos Ary dos Santos, Alexandre O'Neill ou Manuel Alegre. L'impact d'Amália sur la culture portugaise et les artistes contemporains du monde entier est incalculable et, pour cette raison, elle a été surnommée la "reine du fado". Sa mort en 1999 a déclenché trois jours de deuil officiel au Portugal et une suspension temporaire de la campagne pour les élections générales du pays.




















































